SAG: Quem são as indicadas a Melhor Atriz Coadjuvante?

No tntla.com vamos repassar o perfil das estrelas que estão na lista de indicados. O evento acontece neste sábado no nosso canal

A temporada continua e depois do Globo de Ouro chega a premiação que tem uma estrutura e credibilidade bem diferente. Estamos falando do Screen Actors Guild Awards, o prêmio do Sindicato dos Atores que escolhe as melhores atuações masculinas e femininas do cinema e da TV.  

Diferente do Globo de Ouro em que os prêmios são escolhidos pela associação de jornalistas, neste evento os votantes são os próprios artistas do sindicato. Um prêmio indicado pelos próprios colegas de profissão. Com certeza, é um grande reconhecimento ser avaliado e reconhecido por pessoas que conhecem bem o ofício do ator. Por isso, a premiação tem uma pressão diferente e um sabor especial. 

Apesar do Globo de Ouro ser um termômetro do que acontece no Oscar, os resultados podem ser bem diferentes. O prêmio da Academia funciona muito parecido com o SAG. Os membros votam dentro da sua área de atuação, categoria por categoria. 

Mas passamos agora ao que interessa. Vamos analisar as categorias e expor as nossas previsões para este sábado na vigésima entrega anual do SAG, cerimônia que o TNT transmitirá com exclusividade para toda a América Latina. Começaremos com as atrizes coadjuvantes. As indicadas são: 

JUNE SQUIBB
Papel: Kate Grant (esposa de Woody, que acredita ter ganhado um milhão de dólares).
Filme: Nebraska.
Foi dirigido por: Alexander Payne.
Idade: 84 anos.
Nacionalidade: Estadunidense (Vandalia, Illinois).
Indicações prévias ao SAG: Primeira vez indicada.
Perfil: Kate é uma mulher imprudente e com uma língua ferina. É uma pessoa muito ressentida e cospe fogo com palavras de censura. 
O papel de June Squibb está dividido entre comédia involuntária e tragédia familiar. É capaz de te fazer morrer de rir e te deixar gelado com as frases embaraçosas-destrutivas. Personagem colorido, detonador e divertido. Dá vontade de abraçá-la e esbofeteá-la. 
Curiosidades: Há 11 anos, Squibb trabalhou com Alexander Payne em "About Schmidt". O diretor não teve dúvidas em chamar esta grande atriz para fazer parte do seu elenco. 
Chances: Poucas. O trabalho de Squibb tem qualidade, mas não emociona como as suas concorrentes. Isto pode ser uma desvantagem.  

OPRAH WINFREY
Papel: Gloria Gaines (esposa de Cecil, um mordomo da Casa Branca).
Filme: Lee Daniels´ The Butler.
Foi dirigido por: Lee Daniels.
Idade: 60 anos.
Nacionalidade: Estadunidense (Kosciusko, Mississippi).
Indicações prévias ao SAG: Primeira vez indicada. Este ano concorre individualmente e em coletivo na categoria Melhor Elenco. 
Perfil: Gloria é uma mulher abnegada e dedicada à família. Solidária com o marido, ela aceitou sua condição. Preocupada com o filho.
Algumas cenas são bem fortes, com brigas familiares que mostram seu temperamento. 
Curiosidades: Oprah está de volta ao cinema depois de atuar ao lado de Dany Glover "Beloved em 1998. A grande surpresa foi ver Oprah Winfrey na lista. Não que ela esteja mal, mas havia concorrentes bem mais interessantes que mereciam uma indicação.
Possibilidades: Nenhuma. Ela é a concorrente mais fraca. Sua interpretação não transcende e a personagem não possui a força necessária para ganhar o prêmio. 

LUPITA NYONG´O
Papel: Patsey (escrava de um campo de algodão na Luisiana do século XIX).
Filme: 12 Years a Slave.
Foi dirigido por: Steve McQueen.
Idade: 30 anos.
Nacionalidade: Mexicana-Queniana (Cidade do México, Distrito Federal).
Indicações prévias ao SAG: Primeira vez indicada. Este ano concorre individualmente e no coletivo como Melhor Elenco. 
Perfil: Patsey é vítima de uma violência atroz. A mexicana oferece uma grande interpretação recheada de emoções. Excelente interpretação.
Profundo, doido, uma personagem capaz de arrancar lágrimas do espectador. 
Curiosidades: Este é apenas o primeiro papel de Lupita Nyong´O num longa-metragem. Foi indicada do Globo de Ouro e ao SAG e, com certeza, será forte candidata ao Oscar. 
Chances: Muitas. É uma personagem forte, meiga e comovente. É uma das favoritas, mesmo não tendo ganhado o Globo de Ouro. 

JULIA ROBERTS
Papel: Barbara Weston (filha mais velha de uma família problemática).
Filme: August: Osage County.
Foi dirigida por: John Wells.
Idade: 46 anos.Nacionalidade:
Estadunidense (Smyrna, Geórgia).
Indicações prévias ao SAG: Em 2001 foi indicada e ganhou por seu papel de Erin Brocovich. Este ano concorre individualmente e em coletivo como Melhor Elenco. 
Perfil: Barbara é uma mulher em processo de divórcio que toma as rédeas da família depois do suicídio do pai, do vício de drogas da mãe derivado do câncer, da relação incestuosa de sua irmã do meio e da perdição da sua irmã caçula. Um desastre total. Com esta tragédia grega iminente e de proporções épicas (incluindo um incesto), era lógico que tivéssemos diante de um papel poderoso, sofrido e enfurecido. Julia vai da prudência recatada à loucura desenfreada. Choro, risadas, ódio e amor. Tristeza absoluta. É um papel completamente teatral, pois de fato o roteiro é uma peça de teatro. E isto é percebido nas composições cênicas. 
Curiosidades: Julia Roberts disse uma vez que sua atriz favorita era Meryl Streep. Esta é a primeira vez que elas atuam juntas. A relação estabelecida entre as duas é forte. É a melhor interpretação de Julia Roberts em anos!
Chances: Limitadas. Mais uma vez, como no caso de June Squibb, sua maior debilidade é a fortaleza das atrizes que concorrem com ela na categoria.    

JENNIFER LAWRENCE
Papel: Rosalyn Rosenfeld (Esposa de um caloteiro que trabalha para o FBI).
Filmes: American Hustle.
Foi dirigida por: David O. Russell.
Idade: 23 anos.
Nacionalidade: Estadunidense (Louisville, Kentucky).
Indicações prévias ao SAG: Terceira indicação individual e segunda no coletivo. Ganhou como Melhor Atriz por seu papel em "Silver Linings Playbook".
Perfil: Rosalyn é uma inconformada, triste e tediosa dona de casa que costuma receber as migalhas do marido que a engana. Com suas explosões e birras, Rosalyn é capaz de derrubar a operação encoberta e a vida de todos os envolvidos. 
É genial o trabalho de Lawrence. Submersa na depressão e na hiperatividade e fúria.  Tola, teimosa e insuportável. Com uma dor imensa e um esgotamento sentimental em certos momentos. Um desperdício de sensualidade. Pode te matar de um infarto. 
Curiosidades: Jennifer Lawrence repete a dose do ano passado. Aparece numa produção que é um grande sucesso de bilheteria e num filme inteligente dirigido por David O. Russell. 
O primeiro papel forte que interpretou, alternando com um elenco bastante conhecido, foi com o diretor e escritor mexicano Guillermo Arriaga em "The Burning Plain".
Chances: Muitas. Jennifer Lawrence, assim como Lupita Nyong´o, é uma das favoritas. É difícil saber qual das duas levará o prêmio para casa neste sábado. Vamos ver o que vai acontecer. 
por Rafa Sarmiento
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